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Indivíduos com nanismo lidam com estresse cotidiano devido ao preconceito e à ausência de adaptações.
Desde a maçaneta fora de alcance até os olhares de zombaria nas ruas, as pessoas com nanismo enfrentam diariamente uma série de obstáculos físicos e hostilidade social que resultam em exaustão emocional.
“É como se estivéssemos participando de uma corrida antes de chegarmos ao destino”, explica Izabela Ganzer, psicóloga do Instituto Nacional de Nanismo (INN) e também uma pessoa com essa condição.
De acordo com Ganzer, antes de sair, é necessário antecipar dificuldades, imaginar o ambiente e tentar resolver possíveis problemas previamente. “Quando chegamos ao local, já passamos por todo esse desgaste emocional”, afirma.
A psicóloga participou do painel “O desafio da inclusão” no seminário Avanços no Tratamento do Nanismo, promovido pela Folha de S.Paulo na última terça-feira (18), com apoio do laboratório BioMarin.
A mediação foi conduzida pelo repórter especial e colunista Jairo Marques, que é cadeirante e considera o capacitismo contra pessoas com nanismo como o mais severo de todos.
Os relatos dos demais palestrantes também destacaram os desafios diários de viver com nanismo. Uma dessas pessoas era Priscilla Dornellas, mãe de Mel, uma menina de oito anos que tem acondroplasia — a doença genética mais comum que causa nanismo desproporcional.
“Na escola, cada espaço se tornou um desafio. Um vaso sanitário alto demais, uma porta pesada, um degrau grande, uma pia inacessível, uma mochila maior que ela. Enquanto outras crianças entravam e saíam com facilidade, a minha precisava fazer esforço ou contar com ajuda para realizar atividades simples.”
A sobrecarga também vem do estranhamento que as pessoas demonstram em relação a essa população. Mel, por exemplo, levou tempo para aceitar fazer aulas de balé, apesar de amar dançar.
“Ela é super comunicativa, mas chega um momento em que cansa ter que explicar constantemente por que ela é assim, por que não cresceu. Ela não queria ter que ficar se justificando”, contou a mãe.
Em alguns casos, as abordagens são invasivas e desrespeitam a privacidade. Dornellas já precisou pegar a filha no colo ao ver alguém apontando o celular na direção dela. “É como se o corpo não pertencesse a elas.”
Houve uma ocasião em que uma pessoa se levantou de uma mesa no restaurante e veio até nós para tocar a criança. “É muito desconfortável.” Juliana Yamin, presidente do INN e mãe de um filho com acondroplasia, mencionou pesquisas que indicam a prevalência de sintomas de transtorno de estresse pós-traumático nessa população.
“Eles têm preocupações diárias com questões que para nós são automáticas. Será que eu vou conseguir pegar o ônibus? Será que poderei me sentar? Usar o banheiro? Fazer um pedido? Ser visto por alguém atrás de um balcão?”, diz.
Para Yamin, o Brasil deveria reconhecer o capacitismo como um crime coletivo, assim como o racismo, e não apenas nos casos em que um indivíduo é identificado, como prevê atualmente a Lei Brasileira de Inclusão. “Ainda vemos muitas pessoas se divertindo com piadas ofensivas, o que é inaceitável.”
Ela enfatizou a importância de cuidar da saúde mental das famílias. Tanto ela quanto Dornellas lembraram o impacto que foi receber o diagnóstico dos filhos e como tiveram que “navegar em um novo universo sem mapa e sem bússola”, como descreveu a mãe de Mel.
Ambas fazem parte da estatística de 80% de mães de crianças com nanismo que têm estatura média. “É natural que as expectativas, ansiedades e preocupações sejam imensas. E nesse momento, o médico tem um papel crucial”, afirmou o geneticista Juan Llerena Júnior, do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz.
Segundo ele, o lançamento do primeiro medicamento para acondroplasia (a vosoritida, em 2021) trouxe mais visibilidade à condição. “Quando não temos uma medicação, para qualquer doença, ela permanece em um nicho, restrita àquela família”, explicou.
Llerena ressaltou o papel educativo de jovens com nanismo que se tornaram influenciadores nas redes sociais e nas associações de pacientes.
“Estamos nos afastando do assistencialismo; houve uma profissionalização dessas organizações. Se não fosse pela sociedade civil, nossas políticas públicas estariam muito defasadas.”
Os demais participantes também expressaram otimismo, apesar das experiências dolorosas compartilhadas. “Se deixarmos o automático e começarmos a ver não o que falta, mas o que sobra, entenderemos que as pessoas com deficiência têm potencial, têm voz e podem agregar muito”, disse Izabela Ganzer.
Dornellas contou como a filha melhorou com o tratamento e mencionou o impacto das ações de conscientização realizadas por Mel na escola. Para Yamin, um futuro menos capacitista é viável, embora o caminho seja longo. “Minha geração era muito mais preconceituosa que a de hoje. Já evoluímos bastante, mas ainda temos um longo caminho pela frente.”
Fonte: Portal TNH1 – Alagoas
Notícias
Tragédia em Aracaju: Homem esfaqueia três vizinhos, briga com a esposa e os dois morrem ao caírem do 9º andar do prédio que moravam
A queda de um casal do nono andar de um prédio no bairro Farolândia, em Aracaju, terminou em morte e deixou ainda três moradores feridos na noite desta terça-feira (24). O caso foi confirmado pela Polícia Militar e ocorreu em meio a uma discussão dentro do apartamento.
As vítimas foram identificadas como Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos. De acordo com as primeiras informações, a confusão começou entre os dois e acabou mobilizando vizinhos, que tentaram intervir na situação.
Segundo a Polícia Militar, ao tentarem entrar no imóvel para conter a briga, três moradores foram atacados com golpes de faca. Feridos, eles deixaram o local para buscar atendimento médico.

Após a saída dos vizinhos, o casal caiu na área comum do condomínio. As circunstâncias exatas da queda ainda não foram esclarecidas e serão investigadas pela Polícia Civil.
Levantamentos iniciais apontam que o homem tinha histórico de alcoolismo e já havia uma denúncia de violência doméstica registrada contra ele desde 2021.
Equipes da perícia técnica estiveram no local para coletar informações que ajudem a esclarecer a dinâmica do caso. Os corpos foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
As vítimas feridas receberam atendimento médico. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, uma mulher de 57 anos, atingida por golpes de faca, foi submetida a cirurgia no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) e apresenta quadro clínico estável.
Fonte: Portal Itnet
Notícias
Itabaiana: Suspeito morre após troca de tiros com a polícia no centro da cidade
Na tarde desta terça-feira (24), uma operação policial resultou na morte de um suspeito no centro de Itabaiana. A ação teve início ainda pela manhã, por volta das 10h, quando equipes se dirigiram ao local para cumprir um mandado de prisão contra um homem investigado por envolvimento com tráfico de drogas e roubo de cargas.
De acordo com as informações preliminares, ao perceber a presença dos policiais, o suspeito tentou fugir, iniciando um confronto. Durante a tentativa de escapar, ele teria pulado telhados de residências na região, mobilizando ainda mais as equipes que participavam da operação.
No decorrer da troca de tiros, o homem foi atingido. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Itabaiana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade.
O suspeito foi identificado como Karvilin Stancinne.
As diligências continuam na região, já que a operação policial segue em andamento. A Polícia não divulgou detalhes adicionais sobre possíveis apreensões ou a participação de outros envolvidos no caso.
O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes, que irão apurar as circunstâncias do confronto.
Fonte: Portal Itnet
Notícias
Mulher é morta a facadas em Propriá; companheiro é preso em flagrante
Uma mulher de 64 anos, identificada como Angela Maria Caldeiras Torres, foi morta a facadas no Conjunto Maria do Carmo, em Propriá. O crime ocorreu em via pública e a prisão do suspeito ocorreu minutos após o acionamento da Polícia Militar.
De acordo com a PM, o suspeito é o companheiro da vítima, identificado como José Lito Xavier dos Santos, de 55 anos. Ao avistar a viatura, o homem tentou fugir, mas foi alcançado pelos policiais. Durante a abordagem, o suspeito confessou ter desferido os golpes contra a companheira.
Ainda segundo a PM, o suspeito possui histórico de prisão por violência doméstica. Ele havia sido solto em janeiro deste ano e estava sob monitoramento eletrônico. Testemunhas e familiares relataram que o casal tinha um relacionamento conturbado, marcado por brigas frequentes.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia local para a formalização da ocorrência e adoção das medidas cabíveis.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte da vítima A área foi isolada para os procedimentos periciais e corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML).
Fonte: G1/SE
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