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Ex-juíza responde a acusações de utilizar Inteligência Artificial em 2 mil processos e declara ter autismo.
Os defensores da ex-juíza Angélica Chamon Layoun informaram ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 não foi considerado no processo disciplinar que resultou em sua demissão pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
Ela foi acusada de utilizar o mesmo modelo padronizado de decisão em aproximadamente 2 mil processos, o que teria inflacionado de maneira artificial seus índices de produtividade.
No recurso apresentado ao CNJ, a defesa revelou que exames médicos e avaliações psicológicas realizados entre setembro e novembro de 2025 confirmaram que a ex-juíza possui TEA nível 1, além de apresentar habilidades específicas e esgotamento profissional (burnout).
Conforme argumentam os advogados Fábio Medina Osório e Nilson de Oliveira Rodrigues, essa condição impacta a comunicação, a organização e a maneira como ela lida com situações de pressão, afetando tanto seu trabalho quanto sua defesa no processo disciplinar.
De acordo com informações do Metropóles, a defesa sustenta que os comportamentos observados no processo administrativo como indícios de negligência ou má-fé foram avaliados sem levar em conta seu quadro clínico e que as dificuldades de comunicação e organização foram interpretadas como falhas na atuação profissional.
Os advogados também solicitam que o diagnóstico de TEA seja considerado na avaliação das acusações, incluindo a de uso repetido de decisões padronizadas, e na revisão da sanção imposta.
“Causa perplexidade que a conselheira Daniela Pereira Madeira não tenha se sensibilizado com uma demissão de uma magistrada que não foi acusada de corrupção nem de enriquecimento ilícito, e que tenha se recusado a trazer ao exame do colegiado a análise dos resultados das sindicâncias abertas para apurar as denúncias feitas pela magistrada contra terceiros”, declarou o advogado Fábio Medina Osório à coluna.
Fonte: Bocão News