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Líder do PT afirma que o PL Antifacção aprovado prejudica o combate ao crime: “foi alterado”
O secretário de Comunicação Nacional do PT, Éden Valadares, criticou veementemente a aprovação do PL Antifacção pela Câmara dos Deputados, após as modificações realizadas na proposta original enviada pelo Governo Lula. Ele afirmou que o projeto foi desfigurado em relação ao texto inicial e que sofreu prejuízos com as alterações feitas para a votação pelo relator, o deputado Guilherme Derrite (PP), que atualmente é secretário de Segurança Pública de São Paulo, mas se afastou temporariamente de seu cargo para reassumir sua posição na Câmara.
Éden ressaltou que o PT trabalhou intensamente para aumentar as penas para líderes de facções, isolar chefes de grupos criminosos em prisões de segurança máxima e viabilizar o bloqueio de bens e valores dessas organizações. Ele também argumentou que o PT propôs a criação de normas para compartilhamento de informações entre as forças de segurança e a colaboração entre a União e os Estados.
“A direita faz discurso de tolerância zero, mas atua para proteger criminosos. Com as mudanças, o texto foi deformado e, em vez de auxiliar, pode dificultar o combate ao crime, as investigações, as apurações e as condenações das facções. Na busca de proteger os poderosos do crime organizado, a direita complicou ainda mais a luta contra a criminalidade no Brasil”, criticou.
No cerne do debate, o secretário enfatizou que o governo Lula e o movimento progressista sempre defenderam a Polícia Federal desde o início e participaram do debate sobre segurança com coerência, ao passo que a extrema direita busca proteger criminosos e criar lacunas nas leis.
Em comunicado, Éden mencionou que a oposição tentou reduzir o poder da Polícia Federal e o suporte do Governo Federal nas investigações, criando barreiras às apurações do STF contra criminosos e corruptos. O dirigente petista foi claro ao declarar que o texto aprovado, após seis versões apresentadas em uma única semana, distorceu o propósito original do projeto e, se aprovado pelo Senado, provavelmente causará mais obstáculos do que contribuições no combate ao crime organizado no Brasil.
Fonte: Bocão News