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Confira os novos preços dos imóveis elegíveis para financiamento no programa Minha Casa, Minha Vida.
Por Ana Paula Branco / Folhapress
O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou o aumento dos limites máximos para os imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida nas faixas 1 e 2, que atendem famílias de menor renda. Essa ação não modifica o subsídio direto oferecido às famílias (o desconto no financiamento), mas permitirá que um número maior de imóveis seja financiado pelo programa habitacional.
O teto de financiamento para as famílias que se encaixam nas duas primeiras faixas aumentou para até R$ 275 mil, com variações conforme o município.
Atualmente, o limite de financiamento para famílias com renda familiar bruta de até R$ 4.700 por mês é de R$ 264 mil, sendo também sujeita a variações municipais. Técnicos do governo indicam que 263 municípios serão beneficiados com essa mudança.
O Ministério das Cidades informa que o reajuste foi fundamentado após a constatação de que houve uma queda nas contratações na faixa 1, especialmente na região Norte do país.
A expectativa do governo federal é que a atualização dos valores incentive mais construtoras e incorporadoras a se interessarem pelas faixas de menor renda do programa, além de compensar os aumentos nos custos do setor de construção civil.
O Conselho Curador do FGTS, composto por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, é encarregado de definir as diretrizes de alocação dos recursos do Fundo de Garantia, que também financia o programa habitacional.
Essa mudança deve possibilitar que o governo Lula alcance a meta de 3 milhões de unidades contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida até o término do seu mandato, superando a meta inicial de 2 milhões em um período de quatro anos.
O programa é uma das principais iniciativas da gestão petista. O reajuste dos tetos se integra a um conjunto de ações do governo, que inclui aumento do subsídio para o pagamento da entrada, redução das taxas de juros e criação de uma nova faixa voltada à classe média.
No ano de 2025, o Minha Casa contratou cerca de 200 mil unidades na faixa 1 e quase 157 mil na faixa 2, totalizando 29% das contratações. O governo projeta encerrar o ano com 660 mil unidades contratadas, sendo que 620 mil serão financiadas apenas com recursos do FGTS, o que representaria um recorde.
Fonte: Portal TNH1 – Alagoas