Paulo Afonso

Número de baianos mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho sobe para 10.

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A Polícia do Rio de Janeiro atualizou o balanço da grande operação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, elevando para 10 o número de baianos mortos nos confrontos. Esta ação, considerada a mais letal já registrada no estado, contabiliza ao menos 121 mortos e 113 presos, de acordo com dados oficiais até esta sexta-feira (31). As informações sobre as vítimas da Bahia foram inicialmente divulgadas pela imprensa baiana e confirmadas por autoridades estaduais ao longo da semana.

A operação também resultou na apreensão de diversos fuzis e na detenção de suspeitos considerados estratégicos dentro da estrutura do Comando Vermelho. Entre os detidos, a Polícia Civil menciona investigados de outros estados e indivíduos associados a células de liderança. Durante os confrontos, moradores do Complexo da Penha levaram mais de 50 corpos à Praça São Lucas, o que levou o Instituto Médico-Legal a aumentar a capacidade de necropsias e a publicar listas parciais de identificados.

Órgãos de controle e tribunais começaram a exigir informações oficiais. O Ministério Público Federal solicitou laudos completos ao IML e questionou o planejamento, o uso proporcional da força e a adesão aos parâmetros da ADPF 635, que orienta operações policiais em áreas vulneráveis. O Supremo Tribunal Federal também requisitou um relatório detalhado ao governo fluminense. O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos expressou preocupação com a letalidade da operação e pediu investigações rápidas.

Relatos da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e de veículos locais indicam a presença de baianos entre os mortos e os presos, com nomes cuja identificação foi avançada em cooperação com as forças do Rio. Em um dos casos reportados, a arma apreendida tinha referência à bandeira da Bahia. A imprensa baiana também noticiou prisões de suspeitos do estado em endereços da Zona Norte carioca durante a operação.

A ação contou com cerca de 2,5 mil agentes e teve o cumprimento de 100 mandados de prisão e 180 de busca e apreensão, com foco em áreas de mata nas comunidades. Houve represálias, bloqueios nas vias, impactos ao transporte e suspensão de aulas em universidades e escolas. Entre as vítimas, quatro policiais foram mortos em serviço. O governo estadual classificou a operação como planejada e necessária para conter a expansão territorial da facção.

Confira a lista de baianos mortos:

  • 1. Bruno Almeida de Oliveira – vulgo Boquita
    Natural de Guaratinga (BA)
    Envolvimento: tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo
  • 2. William dos Santos Barbosa
    Natural de Feira de Santana (BA)
    Envolvimento: homicídio e porte de droga para consumo próprio
  • 3. Welington Santos de Jesus – vulgo WL
    Natural de Eunápolis (BA)
    Envolvimento: tráfico de drogas e homicídios ligados a disputas de facção
  • 4. Rubens Lourenço dos Santos – vulgo Binho Zioão ou BZO
    Atuação: Eunápolis e Porto Seguro (BA)
    Envolvimento: atentado contra diretor de presídio e fuga de detentos
  • 5. Tarcísio da Silva Carvalho
    Atuação: Arataca, Uruçuca, Ilhéus e Buerarema (BA)
    Envolvimento: roubo, tráfico de drogas e homicídio
  • 6. Jônatas Ferreira Santos – vulgo Grande ou Visão
    Atuação: Eunápolis (BA) e cidades vizinhas
    Envolvimento: liderança do tráfico local e homicídios
  • 7. Emerson Pereira Solidade – vulgo Pity
    Atuação: Vale do Jequitinhonha (MG) e Extremo Sul da Bahia
    Envolvimento: logística e abastecimento de drogas para o CV
  • 8. Diogo Garcez Santos Silva – vulgo DG
    Natural de Feira de Santana (BA)
    Envolvimento: associação para o tráfico e porte ilegal de arma
  • 9. Ricardo Aquino dos Santos
    Natural de Feira de Santana (BA)
    Envolvimento: homicídio, porte ilegal de arma e integração ao CV
  • 10. Luiz Carlos de Jesus Andrade – vulgo Zóio ou Escobar
    Natural de Feira de Santana (BA)
    Envolvimento: homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma

Fonte: Site Chico Sabe Tudo

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