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Paciente sobrevive 271 dias com um rim de porco geneticamente alterado, estabelecendo um novo recorde.
O transplante foi parte de um experimento médico que busca possibilitar o uso de órgãos de animais geneticamente modificados para substituir transplantes humanos — uma prática chamada de xenotransplantação. O rim utilizado foi fornecido pela empresa de biotecnologia eGenesis, que aplicou a tecnologia CRISPR para realizar 69 modificações genéticas no animal doador, visando tornar o órgão compatível com o organismo humano.
Durante os nove meses em que teve o rim, Andrews conseguiu retomar parte de sua rotina, dispensando a diálise e até participando de eventos públicos, como o arremesso simbólico em uma partida do Boston Red Sox. Ele se referia ao órgão como “Wilma”, em homenagem ao porco doador. Contudo, com o passar do tempo, o órgão começou a mostrar sinais de falha, levando os médicos a decidirem pela sua retirada. Agora, Andrews aguarda um transplante de rim humano.
Apesar da remoção, a equipe médica e a empresa envolvida consideram o caso um sucesso. A eGenesis declarou ao Smithsonian magazine que o órgão desempenhou sua função vital durante um período significativo, ressaltando o potencial da técnica para minimizar a escassez mundial de órgãos disponíveis para transplante. A falta de doadores humanos é um dos principais desafios da medicina contemporânea, e os pesquisadores acreditam que avanços como esse podem ser cruciais para salvar vidas no futuro.
Tim Andrews, que não terá a possibilidade de receber outro órgão de porco, afirmou em entrevista que se considera parte de uma “missão pioneira”. Ele também fez um apelo público para que mais pessoas se tornem doadoras de órgãos. “Wilma foi uma parte importante dessa conquista médica — e uma parte da minha alma”, escreveu em suas redes sociais. O hospital de Boston planeja realizar um novo transplante de rim modificado ainda este ano, enquanto pesquisas semelhantes continuam a ser desenvolvidas em outros países, como a China.
Fonte: Portal TNH1 – Alagoas