Paulo Afonso
Raízen solicita a retirada da bandeira Shell de postos associados a Jaú.
A Raizen, distribuidora da Shell no Brasil, moveu uma ação judicial contra o empresário Jailson Couto Ribeiro, popularmente conhecido como Jau, alegando que seus postos persistiram em utilizar a bandeira e a identidade visual da Shell após a rescisão do contrato.
Mas como isso teria acontecido?
O que a Raizen alega
De acordo com a petroleira, desde o ano anterior, a marca teria sido utilizada em vendas de combustíveis associadas a um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Para a empresa, essa prática caracterizou uma violação de exclusividade e impactou negativamente a reputação da marca.
Mais especificamente, a ação destaca que:
- os postos mantiveram a bandeira e a identidade visual da Shell mesmo após o fim da relação comercial;
- as operações supostamente contaram com fornecedores considerados vinculados ao PCC;
- para disfarçar essas atividades, Jailson teria utilizado CNPJs registrados em nomes de ‘laranjas’ nos endereços dos próprios postos, permitindo a aquisição de combustíveis de empresas ligadas ao PCC e preservando a movimentação do CNPJ oficial da sua rede.
A Raizen declara que a rede oficial associada ao empresário possuía 200 estabelecimentos.
Como medida imediata, a petroleira solicitou à Justiça a remoção da bandeira dos postos vinculados ao grupo.
“retirada imediata da bandeira Shell dos estabelecimentos ligados a Jau e ao grupo”
Investigações e desdobramentos
O empresário também foi alvo das operações Carbono Oculto e Tank, conduzidas pela Polícia Federal, que apuraram casos de adulteração de combustível e lavagem de dinheiro — questões citadas na matéria que noticiou a ação.
O pedido de remoção da marca será encaminhado para análise das instâncias competentes do Judiciário, e as investigações mencionadas fazem parte do contexto do processo, que ainda está em andamento.
Fonte: Site Chico Sabe Tudo