Corpo da criança foi encontrado com marcas de pauladas na cabeça

O delegado Antônio Edson de Oliveira relatou, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (16), que a adolescente C.C.G.L., de 17 anos, usou uma pedra de 4,1 quilos para matar a filha.

Karina Danielly Gouveia, de 1 ano e 6 meses, apareceu morta na manhã dessa segunda-feira (15), em Rio Largo. A mãe confessou o crime e, segundo a polícia, não demonstrou arrependimento.

O delegado disse que, na noite do último domingo (14), a adolescente pegou a criança, que estava dormindo e a levou à ladeira da Cachoeira. Lá, ela deitou a criança no chão e deu três golpes na cabeça da menina com uma pedra de 4,1 quilos. “Em 15 anos de polícia, nunca vi tanta frieza”, disse Antônio Edson.

Após o crime, ela chamou uma tia para ir à delegacia com ela, onde a adolescente prestou queixa dizendo que sua filha havia sido sequestrada. Durante o depoimento, a acusada insistiu na tese do sequestro até que, após horas de interrogatório, ela confessou o crime, na presença de dois conselheiros tutelares de Rio Largo e do próprio pai, que mostrou-se surpreso com a revelação da filha.

“Ela alegou que, desde que a criança nasceu, a vida dela mudou completamente. Porque antes ela era solteira e não tinha compromisso. Depois que a menina nasceu, ela disse que não tinha como criar a filha porque não tinha emprego nem companheiro”, disse o delegado.

O conselheiro tutelar Marcus Castela, de Rio Largo, que acompanhou o depoimento, confirmou o que foi dito pelo delegado, ao afirmar que a adolescente cometeu o crime “simplesmente por achar que a filha desde que nasceu se tornou um fardo em sua vida”, disse.

“Nunca imaginei ver um delegado e todos os policiais chorando ouvindo uma confissão de autoria”, contou o conselheiro em uma publicação feita nas redes sociais, na madrugada desta terça-feira.

O pai da criança não foi localizado. Antônio Edson informou ainda que, desde que a criança nasceu, a adolescente tinha constantes brigas com o pai, porque ele dizia que ele não iria criar a criança.

A adolescente foi encaminhada à Promotoria da Infância e da Adolescência de Rio Largo e ficará sob os cuidados da Justiça. Ela foi autuada por ato infracional análogo a homicídio.

HS 24 Horas / Fonte: Gazeta de Alagoas

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