Às vezes parece que a humanidade não vai pra frente. Mas tem muita gente lutando pelo certo. Nessa semana, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, em parceria com autoridades paranaenses, desmontou um esquema de rinha de cães que acontecia em Mairiporã, região metropolitana da capital paulista. 19 pitbulls em grave estado de saúde após sequenciais maus tratos foram resgatados pelas autoridades policiais.

A ativista pelos direitos animais Luisa Mell, conhecida por comandar ações fazendo resgate de animais, como a libertação dos Beagles do Instituo Royal em 2013, vai ser responsável pelo tratamento de alguns pitbulls resgatados pelas investigações policiais. A ONG de Luisa, que conta com infraestrutura hospitalar para tratar dos animais vai ser responsável pela recuperação dos bichinhos.

“Nenhum cão nasce agressivo. Nenhum cão gosta de brigar. Mas desde filhotes, alguns são submetidos a violência extrema, a surras, ao estresse, a fome e sede. Estimulados a atacar outros cães em disputas por comida, privados de sono, de espaço e de qualquer forma de amor. Antes das lutas, ficam dois ou três dias confinados em caixas. Várias vezes ao dia, apanham sem ver de onde veio a dor”, afirmou Luisa Mell em seu Instagram.

Luisa Mell com um pitbull resgatado pela Polícia Civil

Segundo informações oficiais, mais de 40 homens foram presos no esquema, e eles foram indiciados por crimes de maus tratos contra animais. Segundo as investigações, diversos maus tratos eram exercidos aos cachorros, uma prova de crueldade humana. Além de Luisa Mell, outras duas ONGs, a Pits Ales e a Encontrei um amigo, estão cuidando dos cãezinhos que sobreviveram ao inferno das rinhas de cães de Mairiporã.

“Os detidos foram autuados pelos crimes de maus tratos a animais, resistência e contravenção penal de aposta em jogo de azar e permaneceram à disposição da Justiça. A Polícia Militar esclarece que se comprovada a participação de algum membro da Instituição, adotará as medidas legais cabíveis”, explicou a Polícia Civil do Estado de São Paulo em nota oficial à imprensa.

Na plateia, covardes criminosos apostam dinheiro nas lutas que acabam se tornando um grande negócio para quem organiza. Os cães “perdedores”, morrem. Quase nunca na hora. Quase sempre, agonizam por horas, sem socorro, sem auxílio, descartados como lixo. Os “vitoriosos” vivem para lutar mais uma vez, até perderem”, completou a ativista.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.