noticia_21765Com o plenário lotado, a Câmara Municipal de Arapiraca realizou uma audiência pública, na tarde desta sexta-feira (05), para discutir problemas acerca do abastecimento de água na região. O presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Álvaro Menezes, foi enfático ao dizer que as dificuldades com o fornecimento só serão totalmente sanadas com o funcionamento da adutora do Agreste, em junho de 2014.

Menezes destacou que medidas paliativas estão sendo implementadas para que a população não fique desabastecida. Ele citou como exemplo que várias diligências de inspeção de anomalias ou roubo de água estão sendo realizadas em todo o percurso, que compreende o Morro do Gaia, no município de São Brás, até Arapiraca. Em seguida, Menezes disse que um reforço na adutora, situada em Girau do Ponciano, deverá ser testado; caso o resultado seja positivo, o abastecimento pode ser melhorado em até 30%.

Para o promotor público Geraldo Magela, a população de Arapiraca não pode esperar mais, já que a falta de água é uma questão emergencial e o prazo dado para a construção e entrega da nova adutora são muito longos. “Minha esposa só vai dormir quando checa as torneiras. Hoje, ela já sabe o dia em que a água vai chegar e, segundo ela, só chega de dez em dez dias”, disse, ao acrescentar que “Arapiraca, na década de 70 era a cidade das cacimbas e em pleno século 21 é a das cisternas”.

Obras em atraso

A presidente do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Amélia Fernandes, declarou que a Parceria Público Privada (PPP) pode provocar um colapso no abastecimento de água de Arapiraca. Segundo ela, após a contratação da CAB Águas do Agreste, o número de profissionais, que fazem a manutenção e fiscalização do abastecimento, foi reduzido de 20 para seis. “Dezenove funcionários foram transferidos e os que restaram se revezam”, acrescentou.

Rodízio

O presidente da Casal afirmou que os problemas também são decorrentes da defasagem da adutora, cujas obras foram iniciadas em 1987 e concluídas em 1997. Em seguida, ressaltou o crescimento no consumo de água. Até 2010, a empresa registrou 61 mil novas ligações.

Quanto ao rodízio – que teve início em 2005 -, era realizado no sistema dois por dois, mas em 2013 subiu para sete por sete, ou seja, o intervalo passou de 48h para uma semana.

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