Uma enfermeira foi presa, na tarde desta terça-feira, 9, suspeita de estuprar um paciente, de 54 anos, diversas vezes, em Ceilândia, no Distrito Federal. Ela foi detida após a Polícia Civil concluir o inquérito.

O paciente e vítima sofre de doença degenerativa: a esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A família só tomou conhecimento do caso após o filho da vítima, um jovem de 18 anos, instalar um computador que permite a digitação de palavras por meio do movimento dos olhos. “A primeira coisa que ele fez quando a família instalou o equipamento foi denunciar a técnica em enfermagem”, afirmou o delegado Maurício Iacozzilli, da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), responsável pelas investigações do caso. O paciente contou que a mulher pegava a mão dele e colocava dentro da calça dela.

Foto: Polícia-DF

A profissional prestava serviços à família da vítima, que é servidor público aposentado, havia três anos e, segundo a denúncia, teria começado a abusar sexualmente do homem entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019. Ela foi presa em casa, em Ceilândia, durante cumprimento de mandado de prisão expedido pela Justiça.

Devido à agressividade dos sintomas da doença, o homem não movimenta nenhum membro, não fala e é alimentado por sonda, conforme Iacozzilli contou ao Metrópoles.
“Os estupros aconteciam durante a noite. Ela não dava o remédio que ajudava a vítima a dormir e praticava os abusos. Ela fazia sexo oral nele, o masturbava, o beijava na boca e colocava a mão dele nas partes íntimas dela”, detalhou o delegado.

Como não houve flagrante, a cuidadora respondeu ao processo em liberdade. Agora, com a decretação da prisão preventiva, permanece à disposição da Justiça até o julgamento do caso ou decisão favorável que a coloque em liberdade. A pena prevista para estupro de incapaz pode chegar a 15 anos de detenção.

A mulher havia sido contratada por uma empresa de homecare e foi demitida após o surgimento das denúncias. Aos policiais que colheram o depoimento dela, a técnica em enfermagem negou os abusos.

A vítima, contudo, os confirmou em depoimento prestado em casa, com ajuda do computador usado para se comunicar com a família.

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