População revoltada com à violência em Penedo cercou a delegacia e impediu o socorro aos dois acusados de latrocínio
População revoltada com à violência em Penedo cercou a delegacia e impediu o socorro aos dois acusados de latrocínios

Após a prisão dos acusados de cometer o segundo latrocínio, roubo seguido de morte, registrado em menos de 48hrs em Penedo, a população resolveu ir às ruas protestar. O local escolhido foi a Delegacia Regional de Penedo. Centenas de pessoas cercaram a região com carros, queimaram pneus e sofás. Também impediram o atendimento médico aos dois presos, Ademir Bezerra de Lima, 23 anos e Everton dos Santos, 22 anos, espancados por companheiros de cela.

Simultaneamente, centenas de pessoas também cercaram as três ruas que dão acesso à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Penedo, na intensão de impedir que os acusados de assassinar o taxista Eugênio Cordeiro Gonzaga, 47 anos  e a servidora pública de Penedo, Deise Alves Soares Mascimiano, 24 anos , fossem atendidos.

Detentos revoltados com a brutalidade dos crimes, lincharam Everton dos Santos, 22 anos e Ademir Bezerra de Lima, 23 anos
Detentos revoltados com a brutalidade dos crimes, lincharam Everton dos Santos, 22 anos e Ademir Bezerra de Lima, 23 anos

O motim na delegacia teve início nesta manhã de sexta-feira (20), com a revolta dos próprios presos diante da brutalidade com que a servidora pública foi assassinada. “Existem entre os próprios detentos um código de ética. Alguns crimes não são tolerados por eles. E um desses é o estupro seguido de morte. Neste caso, os espancados estupraram e degolaram a jovem com uma faca peixeira. No regime carcerário, isso é intolerável”, disse um militar.

Para impedir que Ademir Bezerra e Everton dos Santos fossem linchados até a morte, a polícia precisou intervir no interior do xadrez. Logo em seguida que a população soube do acontecimento, cercou a delegacia com ameaças de tentar invadir o local. Com a chegada das ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e do 6º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM), a revolta foi maior.

Populares impediram a transferência dos presos para receber atendimento. Vários automóveis cercaram a delegacia impedindo a chegada ou a saída de qualquer veículo. As duas ambulâncias tiveram os pneus esvaziados pela população. Com pouco contingente, foi solicitado apoio ao 3º Batalhão de Arapiraca e ao Tigre da Polícia Civil.

 

Com o reforço, foi montada uma verdadeira operação de guerra para socorrer os feridos. Bombeiros apagaram as chamas dos pneus. As forças policiais fizeram cordões de isolamento nas duas extremidades da delegacia e conseguiram um compressor de ar para encher os pneus das ambulâncias. Viaturas polícias ajudaram no cordão de isolamento e foram jogadas granadas de barulho. A população dispersou de imediato.

Após quase cinco horas que foram espancados, a polícia conseguiu resgatar os acusados de latrocínio. Diante da gravidade dos ferimentos, foi necessário o apoio do ‘Arcanjo’, aeronave de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Segundo as informações passadas à imprensa, Everton dos Santos, 22 anos, estava com várias fraturas e com politraumatismo craneoencefálico. Ele permaneceu desacordado durante todo o atendimento e corre risco de morte. Já Ademir Bezerra de Lima, 23 anos, teve algumas fraturas, inclusive, membros superiores. Ele permaneceu estável até o resgate. Ambos foram socorridos e transferidos para a Unidade de Emergência (UE) do Agreste.

Fotos: Roberto Miranda e Cone Freire 

Cenário de Guerra em Penedo. Veja o vídeo:

Fotos:

 

Fonte Aqui Acontece

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