Feminicídio em Glória é elucidado com auxílio do trabalho da Coordenadoria Geral de Perícias

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Douglas Aragão, acusado pelo crime de feminicídio contra Kamila Rocha Melo, 20 anos.

O laudo comprovou que a morte de Kamila Rocha havia sido causada por espancamento 

Policiais civis que atuam em Nossa Senhora da Glória prenderam neste domingo, 16, Douglas Aragão Oliveira, 21 anos, acusado pelo crime de feminicídio contra Kamila Rocha Melo, 20 anos. Os dois moravam juntos e Kamila possuía síndrome de Budd-Chiari, que causava disfunções no fígado. A princípio se suspeitou de uma morte natural, mas essa teoria foi desmentida posteriormente.

Jorge Eduardo, delegado regional de Nossa Senhora da Glória

Segundo o delegado responsável, Jorge Eduardo, “a polícia começou a investigar e verificou que ela foi espancada na sexta-feira, 14, à tarde por mais de uma hora, resultando na morte no sábado, 15, pela manhã”. O delegado afirma ainda que a vítima vomitou e desmaiou. O acusado deu banho nela para tentar acordar a vítima, mas não conseguiu. Acionou familiares, que a levaram ao hospital, onde faleceu. A polícia solicitou aos familiares então que encaminhassem o corpo de Kamila para o Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com o Dr. José Aparecido Batista Cardoso, diretor do IML, o laudo pericial revela que as lesões são características de agressão, apontando fraturas nas costelas, nariz e coluna cervical e descartando completamente a hipótese de morte natural.

 

“O trabalho dos médicos legistas geralmente é feito com a colheita da história, seguida do laudo pericial, com o exame do corpo que tenta identificar lesões e possível comprometimento das estruturas internas, como lesão de fígado e baço, que levam a óbito em casos de traumatismo. Em seguida é feita uma discussão comparando as lesões encontradas com a história e por último, é feita a conclusão”, afirma o diretor.

Klebson Soares Nascimento, perito criminal

Foi encontrado em um dos lençóis resquícios de substância semelhante a sangue. O material foi colhido e encaminhado ao Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), onde será constatado se a substância é sangue humano e, posteriormente, o material será comparado com o DNA da vítima.

“Os peritos fazem o trabalho no local do crime em busca de vestígios que possam relevar a maneira como os fatos se sucederam para retratar os acontecimentos de maneira mais fiel possível. É feito o também o exame perinecroscópico, onde se verificam e caracterizam os tipos de lesões aparentes, como equimoses (manchas roxas). Como ela tinha sido levada ao hospital, ele não pôde ser realizado”, aponta o perito criminal Klebson Soares.

Dr. José Aparecido, diretor do IML

Douglas negou o crime, indo até o velório da vítima e postando declarações em redes sociais. Mas às 7h da manhã do domingo os policiais prenderam o acusado,  que reagiu à prisão mas foi devidamente contido.

“Ele está preso na Delegacia Regional de Glória, onde iremos continuar o inquérito policial para finalizar a entrega ao Poder Judiciário e esperar a condenação. Gostaria de parabenizar a integração entre Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil  e IML, que foi o que resultou no sucesso da investigação”, finalizou o delegado Jorge Eduardo.

Fonte: SSP/SE

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